24/11/2008

Mensagem de Deus


Certo dia uma pessoa muito desanimada, entrou numa igreja e em determinado momento. Ficou ali pensativo durante um bom tempo, orou e pouco antes de sair disse a Deus: - Senhor, aqui estou porque em igrejas não existem espelhos, pois nunca me senti satisfeito com a minha aparência, acho-me muito feio, desajeitado, me sinto muito infeliz ! Quando ia saindo da igreja, sentiu por alguns instantes uma moleza, sua vista escureceu, e ele inclinou-se um pouco e deitou-se em um dos bancos até passar o mal estar, e ali adormeceu, e teve um sonho. No sonho Deus lhe apareceu e disse-lhe:
- “Minha criatura, nenhuma das minhas obras veio ou ficou sem beleza, pois o que vocês chamam de feiúra é invenção dos homens e não minha. Não importa se um corpo é gordo ou magro: ele sempre será o templo do espírito e este é eterno. Não importa se os braços são longos ou curtos: a sua função é o desempenho do trabalho honesto, fraterno e solidário. Não importa se as mãos são delicadas ou grosseiras: sua função é dar e receber o bem, é acariciar quem precisa de afeto. Não importa a aparência dos pés: sua função é tomar o rumo do amor e da humildade. Não importa o tipo de cabelo, se ele existe ou não numa cabeça: o que importa são os pensamentos que por ela passam. Não importa a forma ou a cor dos olhos: o que importa é que eles vejam o valor da vida. Não importa o formato do nariz: o que importa é inspirar e expirar a fé. Não importa se a boca é graciosa ou sem atrativos: o que importa são as palavras que saem dela".
Neste momento, ele acordou e atônito, dirigiu-se para a porta da saída, que tinham algumas partes de vidro, onde ele viu sua imagem refletida. Nesse exato momento, ele sentiu que toda a sua vida modificaria, pois havia um adesivo escrito: “Veja com bons olhos seu reflexo neste vidro, e lembre-se de tudo que deixei escrito. Observe que não há uma única linha sobre Mim que afirme que sou bonito!”

12/11/2008

Cruz e Ressurreição

a Cruz de Jesus


Por si só, a Cruz não poderia explicar a fé cristã; ao contrário, seria uma tragédia, sinal do absurdo do ser. Para Paulo, a ressurreição é um dado fundamental. Sem o fato da ressurreição, a vida cristã seria simplesmente absurda.



Na morte e ressurreição de Cristo está o centro gravitacional de todo ensinamento de São Paulo: ´´Aquele que foi crucificado e que manifestou assim o imenso amor de Deus pelo homem, ressuscitou e está vivo no meio de nós´´. Este anúncio, por outro lado, ainda que enriquecido e reelaborado pelo Apóstolo, pertencia à tradição apostólica anterior a ele, o que nos mostra a fidelidade de Paulo à tradição e a comunhão com o resto da Igreja. Assim, São Paulo oferece um modelo para todos os tempos sobre como fazer teologia e como pregar. O teólogo e o pregador não criam novas visões do mundo e da vida, mas estão ao serviço da verdade transmitida, ao serviço do fato real de Cristo, da Cruz, da ressurreição.



Por outro lado, este anúncio da morte e ressurreição de Cristo continua sendo central e determinante para os cristãos hoje. Tudo isso está carregado de importantes conseqüências para nossa vida de fé: estamos chamados a participar, até no mais profundo de nosso ser, em todo o acontecimento da morte e ressurreição de Cristo. A primeira conseqüência, ou o primeiro modo de expressar este testemunho, é pregar a ressurreição de Cristo como síntese do anúncio evangélico e como ponto culminante de um itinerário salvífico. Outra conseqüência é que, com a elevação de Cristo pela ressurreição, começa o anúncio do Evangelho de Cristo a todos os povos; começa o reinado de Cristo, este novo reino que não conhece outro poder que o da verdade e do amor.



Assim, a teologia da Cruz não é uma teoria; é a realidade da vida cristã. Viver na fé em Jesus Cristo, viver a verdade e o amor implica renúncias todos os dias, implica sofrimentos. O cristianismo não é o caminho da comodidade, é mais uma escalada exigente, mas iluminada pela luz de Cristo e pela grande esperança que nasce d’Ele.



O bispo de Roma, citando Santo Agostinho, afirmou que os cristãos não são poupados do sofrimento; ao contrário, a eles cabe um pouco mais, porque viver a fé é uma expressão do valor de enfrentar a vida e a história mais em profundidade. Contudo, só assim, experimentando o sofrimento, conhecemos a vida em sua profundidade, em sua beleza, na grande esperança suscitada por Cristo crucificado e ressuscitado.



Portanto, não basta levar a fé no coração; devemos confessá-la e testemunhá-la com a boca, com nossa vida, fazendo presente assim a verdade da cruz e da ressurreição em nossa história.


Papa Bento XVI, cidade do Vaticano, quarta-feira, 5 de novembro de 2008


´´ Se Cristo não ressuscitou, o cristianismo é absurdo´´






03/11/2008

São Martinho de Lima


Com "orgulho santo" celebramos a santidade de vida de um santo da nosso chão latino-americano. São Martinho nasceu em Peru em 1579, filho de um conquistador espanhol com a mulata panamenha.


Grande parte da sociedade de Lima não diferenciava tanto da nossa atual, pois sustentava a hipócrita postura do preconceito racial, por isso Martinho sofreu humilhações, por causa de sua pele escura. Aconteceu que São Martinho não foi reconhecido portador de sangue nobre, e nem precisava, porque educado cristãmente pela mãe, descobriu com a vida que o "aspecto mais sublime da dignidade humana está na vocação do homem à comunhão com Deus"(Catecismo da Igreja Católica).




Com idade suficiente, São Maritinho, homem cheio do Espírito Santo e de obras no Amor, conseguia servir a Cristo no próximo, primeiramente pela suas diversas profissões (barbeiro, dentista, ajudante de médico), e mais tarde amou Deus no outro e o outro em Deus, como irmão da Ordem Dominicana. Mendigo por amor aos mendigos, São Martinho de Porres, ou de Lima, destacou-se dentre tantos pela sua luta contra o Tentador e a tentação, além da humildade, piedade e caridade. Sendo assim, Deus pôde munir Martinho com muitos Carismas, como o de cura e milagres, sem que estes o orgulhasse e o impedisse de ir para o Céu, onde entrou em 1639.




São Martinho de Lima... rogai por nós!